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Leila Pereira fala sobre cobranças da torcida do Palmeiras e sua relação com o clube

8 de março de 2022

créditos da imagem: Fabio Menotti/Ag. Palmeiras

Leila Pereira assumiu a presidência do Palmeiras em dezembro de 2024 e, apesar de ter poucos meses no cargo, já sofre bastante pressão da torcida, tanto por conta das mudanças feitas por ela em alguns setores, como no de comunicação, quanto pela falta de um centroavante na equipe. Em entrevista exclusiva ao jornal ‘O Globo‘, Leila comentou sobre a cobrança excessiva da torcida do Verdão.

“Como o futebol é um meio muito masculino, as pessoas se sentem incomodadas por uma mulher que está se sobressaindo tanto. São críticas muito ridículas. Primeiro, é pesadíssimo com relação a contratação de jogadores. O Palmeiras tem tido uma trajetória extremamente vitoriosa. As pessoas criticavam muito os departamentos de marketing e comunicação. Entrei e fiz várias alterações. As mesmas pessoas criticam agora as alterações que eu fiz para melhorar. Eu aceito as críticas e sugestões, mas a decisão é minha. Acho que aí é que entra o preconceito. Como pode uma mulher bater firme e dizer: ‘eu respeito a sua opinião, mas a caneta é minha’?”, indagou a presidente.

Leila falou também sobre sua relação com o dinheiro, tanto na sua vida pessoal, quanto no comando do Palmeiras.

“Com essa condição financeira, eu poderia muito bem estar no meu apartamento em Nova York ou Beverlly Hills, com a vida tranquila. Nada disso. Eu sei que as pessoas me respeitam pelo meu trabalho por quem eu sou. O dinheiro é muito importante. É com ele que você pode proporcionar uma boa vida para os nossos filhos, boa educação, saúde, moradia. É importante e traz felicidade, sim. Não vou ser hipócrita e dizer que o dinheiro não é importante. É importantíssimo. É com dinheiro, com investimento, que você faz um time vencedor”, explicou.

Com uma presidente mulher a frente do clube, era de se esperar que fossem feitos maiores investimentos no futebol feminino do Palmeiras. Leila comentou que até tiraria suas marcas das camisetas das meninas para achar patrocínios maiores.

“Nós estamos em busca de parceiros para patrocinar o futebol feminino, para fortalecer ainda mais. Abriria mão das nossas marcas no uniforme feminino para que outra empresa viesse patrocinar, sem diminuir o valor do contrato. Para o futebol feminino ser cada vez melhor e maior, nós precisamos de investimento. Estou bem animada pois temos boas perspectivas”, comentou Leila.

Ao ser questionada sobre como se sentia sendo a mulher mais poderosa do futebol brasileiro, a presidente do Verdão exaltou a trajetória que trilhou para chegar onde chegou.

“Eu não me vejo como a mulher mais poderosa. Fico extremamente orgulhosa de olhar para trás e ver de onde eu saí e aonde eu cheguei. Isso é um exemplo para todas nós mulheres. Não só para as mulheres, mas para qualquer pessoa que tem algum desejo. Eu fico muito orgulhosa de poder representar isso para tantas pessoas, dizer que é possível quando você quer. É uma responsabilidade muito grande estar à frente de um clube da grandeza do Palmeiras, representando milhões de torcedores. Eu não tenho dúvida nenhuma que eu vou exercer com todas as minhas forças, com personalidade, sabendo o que eu quero e o que é melhor para o clube”, finalizou.

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